Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre a Febre Amarela

Muito comum nas regiões da América do Sul e Central, a febre amarela é uma doença que pode ter graves consequências. Por isso, a vacinação é tão difundida e exigida em casos de viagens para muitos países. A infecção acontece a partir de mosquitos vetores. Mesmo sendo raros, casos graves da doença podem ser registrados, mas, normalmente, o tratamento é eficaz.

Febre alta, cansaço extremo ou vômitos? Você pode até pensar que é uma virose, mas pode se surpreender com os efeitos da febre amarela no seu corpo. Os primeiros sintomas aparecem repentinamente nos primeiros dias logo após a picada do mosquito. É justamente por confundir os sintomas com outras doenças que algumas pessoas demoram a procurar por ajuda médica.

O nome da doença é originado por um dos seus sintomas: a cor amarelada da pele. Assim, logo você pode perceber se está com a doença. No Brasil, uma dose da vacina contra a febre amarela pode evitar a doença para o resto da vida.

Sintomas e diagnóstico

febre-amarela

A doença pode se manifestar de várias maneiras em cada pessoa contagiada. É bom salientar sempre que a doença não é contagiosa, ou seja, uma pessoa infectada não pode passar para a outra. Muitas pessoas fazem confusão com isso e chegam até a sentir psicologicamente os sintomas, mas não é assim que acontece.

Normalmente, os sintomas da febre amarela aparecem em até três dias após o contágio. Dependendo de cada pessoa, pode durar uma semana ou um pouco mais. Fique atento aos principais sintomas da doença:

  • Febre alta;

  • Dor de cabeça intensa;

  • Dores musculares por todo o corpo;

  • Vômito;

  • Náusea;

  • Cansaço;

  • Fraqueza no corpo;

  • Calafrios.

Esses sintomas, no estágio inicial da doença, podem ser facilmente tratados. Contudo, quando acontece o diagnóstico tardio ou casos extremos da doença, sintomas mais graves podem se manifestar:

  • Hemorragia;

  • Pele e olhos amarelados;

  • Insuficiência múltipla dos órgãos.

O estágio grave da doença costuma levar à morte de 20% a 50% dos pacientes infectados. O diagnóstico rápido é, portanto, uma das melhores formas de evitar que a febre amarela se agrave. Ao perceber os primeiros sintomas, você deve consultar imediatamente um médico. Ele é quem poderá diagnosticar a doença no paciente através da identificação dos sintomas e de um exame de sangue para detectar o vírus no corpo, vital para evitar qualquer possibilidade de erro médico.

Tratamento

tratamento febre amarela

Não há um remédio exato para curar a febre amarela. O que os médicos costumam recomendar, além de repouso e o consumo de bastante água, são medicamentos específicos para cada sintoma. Em casos de maior gravidade, é necessária a internação do paciente.

Vacinação contra a febre amarela

A melhor forma de prevenir a doença ainda é com a realização da vacina. Como ela pode se transmitir nos meios urbanos através do mosquito Aedes aegypti, é importante estar prevenido. A vacina é destinada a pessoas a partir dos 02 anos. Desde 2017 não é mais necessária uma segunda dose da vacina. Uma vez que você a toma, ela dura para o resto da vida.

Pessoas que vivem em áreas de risco são os principais alvos das campanhas de vacinação realizadas pelo governo federal. Locais com água parada são potenciais para a proliferação do mosquito.

Quem viaja para áreas consideradas de riscos ou países que exigem a vacina deve ficar atento. É recomendada a vacina no período de pelo menos dez dias antes da viagem.

Polêmica com macacos

Muitas pessoas associam a febre amarela aos macacos. A verdade é que o animal não transmite o vírus para os humanos. O que acontece, de fato, é que eles também podem ser infectados. Assim, não há motivos para atacar os macacos como aconteceu em várias cidades pelo país há pouco tempo. Quem agride os macacos ainda pode ir preso, já que o ato é considerado crime ambiental de acordo com a Lei 9.605/98.

Caso você encontre algum macaco morto, deve informar o serviço de saúde do seu município. Denuncie também casos de maus-tratos, comunicando ao Ibama ou Polícia Ambiental da sua região.

Esta entrada foi publicada em Saúde. Adicione o link permanente aos seus favoritos.